Hermitage é um pequeno monte de onde saem excelente vinhos, um pedaço de terra disputado entre os produtores.
É quase unânime na região, que um bom Syrah deve ser acompanhado de um ótimo prato, uma boa combinação abre as características do vinho e cai muito melhor que tomado sozinho.
Por isso almoçamos logo após a degustação para sentir a diferença, e que diferença!
Pegamos um prato de Gambas, uma espécie de camarão querendo ser um lagostim, para tomar com um branco. Pedimos também um Magret de Canard, peito de pato, para tomar com um tinto, ambos de Hermitage, 2012.
Existem diferentes apelações geográficas que vão mudando de acordo com a paisagem, cada região recebe sua específica apelação, como Hermitage, Crozes-Hermitage, Condrieu, etc. Os vinhos com tais apelações são considerados “Crus”.
Olhando o mapa abaixo, fica um pouco melhor de se entender.
Quem não qualifica-se nas 16 específicas apelações da região, que contam com os vinhos mais caros, levam o nome de Côtes du Rhône AOC, ou Côtes du Rhône Villages AOC.
Como o Norte possui vinhos mais conhecidos, estas duas últimas apelações se aplicam mais para o Sul.
Continuando nossa visita em Hermitage, provamos vinhos na Cave de Tain e M. Chapoutier, dois grades e respeitados da região.
Longe da tecnologia dos grandes, Cristelle nos recebeu muito bem e nos contou mais sobre a região e sobre seu trabalho artesanal.
Fomos presenteados com um tasting do vinho mais famoso da empresa e que não é servido nas degustações, o famoso Les Blessards. Um vinho produzido com uvas cultivadas somente em um pedaço específico de Hermitage.
Os vinhos Syrah de Côte-rôtie tem por característica serem mais “redondos”que o Hermitage em termos de tanino.
Os de E.Guigal tem um aroma característico de cravo, que se destaca entre outras especiarias do Syrah.