Mas o que esperar de uma travessia de ônibus pelos Andes?
Compramos as passagens online pela empresa Andesmar, algo como $70 dolares por pessoa.
A empresa oferece uma caixinha com café, chá, Alfajor, um bolinho e posteriormente um sanduíche com Coca-Cola.
Ficamos em torno de uma hora parados no topo dos Andes, na imigração Argentina, que está a 2800 metros de Altura. A dificuldade para se respirar nesta altitude é facilmente percebida.
A rota é bem tranquila, apesar de ser 80% a beira de penhascos e de estrada simples de via dupla, os motoristas seguem os limites de velocidade e são bem profissionais.
A única coisa irritante são as pessoas pedindo “propina”, a famosa gorjeta… Se você não der gorjeta, que eles pedem na cara dura, terá que tirar e colocar as malas no ônibus você mesmo.
Mas enfim, vale a pena o passeio, bem confortável e tranquilo, sem contar que atravessar os Andes é algo único e que você terá histórias para contar.
Chegando em Mendoza, notamos uma grande diferença para Santiago. Ao contrário da capital Chilena, existem muitas pessoas pedindo dinheiro, vendendo coisas (enquanto jantávamos 6 pessoas pararam em nossa mesa, oferecendo desde meias até pilhas) e isso passa uma certa insegurança.
Mas depois de um dia você se acostuma e nem liga mais…
E vamos ao que interessa, bife de chorizo, assado de tira, trutas, milanesa, Alfajor e vinhos!
Mendoza não é uma cidade com muitas atrações ou passeios e o foco de tudo gira em torno dos famosos Malbecs e a carne argentina.
Existem inúmeros restaurantes que oferecem a famosa Parrilada Argentina, alguns nomes são:
Don Alonso, Don Mario, La Lucia, El Patio de Jesus Maria e El asadito.
Estes são os mais famosos e realmente possuem uma carne de melhor qualidade em comparação com alguns restaurantes estilo buffet que visitamos.
É quase impossível não parar em algum buffet, pois eles possuem estas vitrines:
No El patio de Jesus Maria, eles trazem 2 carnes por vez e colocam em uma tábua no centro da sua mesa. Você prova varios cortes e no final perguntam se você quer repetir algum.
Esta modalidade sai mais cara que o buffet, quase $500 pesos por pessoa, mas a qualidade da carne é melhor.
E realmente são muito bons! Alguns levam “Milanesa” no nome, como o Club da milanesa ou Rey da milanesa, ficando fácil identificar onde encontrar o prato, e que prato!
No restaurante “La Lucia”, apesar de muito famoso por suas carnes, você pode provar trutas na brasa, famosa iguaria na região de Mendoza.
Quanto aos vinhos, é quase impossível achar salas de degustação por taça no coração de Mendoza.
Existem muitas lojas com enorme variedade de garrafas, porém encontramos apenas 2 bares com degustação por taça, um se chama Wine o’clock e o outro Chinitas.
Wine o’clock com 6 opções, 3 brancos e 3 tintos.
Não existe restaurante no local e o cliente pode pedir pizza ou empanadas maravilhosas, de um delivery que fica ao lado.
Lá tivemos nosso primeiro contato com algumas uvas famosas da região, além de Cabernet Sauvignon, Merlot e Torrontes... São as bem adaptadas, Bonarda e Cabernet Franc! Iremos falar mais delas com detalhes no próximo post.
Se quiser ter uma visão mais ampla da cidade, uma outra opção seria o passeio de ônibus aberto, que dura umas 3 horas e custa $190 pesos.
Esta foi nossa chegada a Mendoza, agora vamos alugar um carro e ir em direção as vinícolas localizadas em Maipú, Uco Valley e Lujan de Cuyo, regiões que abrigam as mais famosas vinícolas de Mendoza, criadouros de trutas e paisagens fantásticas aos pés dos Andes.
No próximo post vamos entrar em detalhes sobre as uvas das diferentes regiões, suas principais características e claro, os melhores vinhos de Mendoza.
Veremos que a Argentina é muito mais que Malbec e que a uva da moda se chama Cabernet Franc!
Fiquem ligados…
Salud!