Cozidos em fornos, chamados estufas e com técnica chamada de estufagem, os vinhos Madeira, assim como o Porto, são vinhos fortificados, com 17 a 20% de álcool.
Adicionando Brandy antes da fermentação total ser completada, o teor alcoólico aumenta, neutraliza o fermento que então não converte todo o açúcar em álcool.
Assim temos um vinho fortificado com algum resíduo de açúcar.
Note que antigamente os Madeira não eram fortificados, porém assim como a cerveja IPA, a adição de álcool foi necessária para o produto aguentar as longas viagens para África e India.
Visitamos duas das mais famosas vinicolas de Madeira, a vinicola D’Oliveiras e a Blandy’s, onde tivemos a oportunidade de degustar alguns vinhos que seguem uma famosa regra: “Quanto mais velho melhor”
O vinho mais inferior usado para cozinhar é feito com a uva vermelha “tinta negra mole”.
Estes vinhos nao apresentam a data no rótulo e sim a palavra “madeira” com o número de anos que foi envelhecido, geralmente 5, 10 ou 15.
São elas: Bual, Malmsey, Sercial e Verdelho.
Por quanto tempo estes vinhos são aquecidos?
Os mais inferiores são rapidamente aquecidos, porém os melhores Madeiras tem a temperatura elevada a uma média de 105 graus Fareinheint por 3 a 6 meses.
Os excepcionais Madeiras, apenas 3% da produção total, ficam em barris, nos áticos das vinícolas, expostos ao calor natural por 20 anos ou mais.
Após aberta, uma garrafa de Madeira é quase indestrutível... Um vinho fortificado, que passou por extremo calor e longo envelhecimento na presença de oxigênio, pode ser conservado após aberto por 1 ano!
Por fim não poderiamos deixar de levar para casa estas raridades, então compramos uma garrafa de Verdelho de 1985, ano de nascimento da Karla e provamos uma de 1979, meu ano.
Comidas típicas, povo extremamente acolhedor, paisagens incríveis, lugar limpo e seguro.
Nossas dicas como chefs: Provar o peixe espada negro grelhado com bananas, visitar o mercado local e conferir as variedades de Maracujás e claro provar um vinho com o ano do seu nascimento.