Nesta trip visitamos duas AVA (American Viticultural Área) Hermann e Augusta, que é a primeira AVA dos EUA.
Começamos nossos estudos e degustações na cidade de Hermann, às margens do rio Missouri, foi colonizada por alemães e traz um pedaço da Europa no meio dos EUA.
Como estamos em uma cidade Alemã, a obrigação é provar o Schweineschnitzel, lombinho de porco empanado, servido com repolho roxo e salada de batatas. Fantástico!
Começamos a degustação com um cruzamento que aconteceu em 1953 entre a clássica Vitis Vinífera Chardonnay, com a Híbrida Seyval.
Com Maturação tardia, fermentação e envelhecimento em barrica francesa, Chardonel produz vinhos full bodied, de qualidade surpreendente.
Produz um vinho de cor forte, aromático, mas apesar destas características é considerado o “Pinot Noir” das Híbridas.
A uva foi introduzida pelo Dr. Daniel Norborne Norton, em Virginia, e vindo a público em 1830.
Em 1873, na exposição mundial de Vienna, o vinho Norton de Hermann, ganhou o título de melhor vinho tinto de todas as nações.
Muitos falam que se a proibição dos EUA não acontecesse, a uva Norton, teria o status que a Cabernet Sauvignon possui nos dias de hoje.
Com tanta história, fomos obrigados a levar para o hotel um exemplar de Norton, 2005, feito com uvas provenientes de vinhas de 1860, e que produzem apenas um barril ao ano, realmente um pedaço de história.
Foi o melhor vinho que provamos de Missouri, disparado.
Um trolley fica rodando pelas vinícolas, levando e trazendo os turistas para um dia inteiro de degustações.
Finalizando a trip na Stone Hill, onde foi servido Shredded Chicken Breast with Peach & Jalapeno BarBQ Sauce served on a Hawaiian Slider, acompanhado de with Peach Wine.
O vinho de frutas feito com pêssego foi o toque final da trip!
Visitamos as vinícolas Balducci, Noboleis, Augusta Winery onde provamos muitos Norton e Chambourcin.
Mas qual foi a impressão dos vinhos de Missouri?
Os tintos secos precisam de um bom winemaker, de tempo em garrafa e mesmo assim muitos são chamados de vinhos de mesa.
Os brancos secos fazem frente a qualquer Vitis vinífera! Encontramos muitos Chardonel cremosos, Traminette aromáticos lembrando Gewürztraminer e ácidos Vidal Blanc que lembravam Pinot Gris. Além é claro de Vignoles, um cruzamento de Seibel e Pinot de Coton (um clone de Pinot Noir) que produzem vinhos frutados e ótimos Icewine.
Se você gosta de algo mais docinho, Missouri é um prato cheio e de alta qualidade.
Os vinhos doces, desde off-dry até os fortificados estilo porto e cream Sherry, atraem mais de 80% dos consumidores.
Além da comida alemã, cervejas e vinhos para todos os gostos, Missouri tem algo a mais em sua história…
Entre 1850 e 1875, um inseto chamado phylloxera destruiu mais de 40% dos vinhedos franceses.
Em 1870 Charles Riley, entomologista de Missouri descobriu a causa e foi então que em 1872, George Husmann, da cidade de Hermann, enviou mais de 400.000 cortes de videira para Montpellier, na França. Apesar da resistência dos franceses em usar raizes americanas, o projeto foi pra frente e foi chamado de “la défense began”. A partir daí a França aprendeu com Missouri como cultivar raízes Phylloxera-resistentes.
Com toda esta cultura e uvas exóticas, Missouri merece a visita.
Cheers!