No Parque de Nara, você encontra centenas deles.
Para se chegar ao complexo desde Nara, é necessário pegar trem, funicular e um ônibus, parece difícil, mas um passe, que lhe dá direito a dois dias em todos os transportes e pode ser comprado na estação de trem, ajuda muito.
Nós ficamos em um templo Budista ao lado do cemitério Okunoin.
A história das religiões é algo fascinante, a do Shingon Buddhism não fica para trás.
Segundo a crença, no cemitério Okunoin não existe morte, apenas espíritos que esperam Kobo Dashi se levantar ao encontro do novo Buda. Quando isto acontecer, todos os outros 200.000 espíritos que estão lá se levantarão com Kobo Dashi.
Antes de atravessar a ponte Gobyo no Hashi, que leva ao túmulo de Kobo Dashi, você deve lavar alguma estátua de Buda que está antes da ponte, simulando um banho em seu próprio corpo, para retirar as impurezas.
Na parte mais sagrada do cemitério, você encontra túmulos sagrados de Monges com diferentes histórias.
Em um deles, existe uma pedra, que você deve colocá-la em um andar superior, se a pedra estiver leve, você é uma boa pessoa, já se estiver pesada, você é uma pessoa má.
Em outro túmulo existe um poço, e diz a lenda que se você olhar para dentro e ver sua imagem refletida, terá vida longa, se não ver sua imagem, irá morrer dentro de 3 anos.
Fizemos o tour noturno no cemitério, o que dá um clima especial ao passeio.
Atravessando o cemitério, com histórias e lendas, se chega ao túmulo de Kobo Daishi, que morreu em 22 de agosto de 835.
Porém, seus seguidores acreditam que Kobo entrou sozinho no túmulo, sentou em posição de meditação e está meditando vivo até hoje, esperando a volta de Buda.
A crença é tão levada a sério, que duas vezes ao dia, Monges cozinham para Kobo Daishi, e levam a oferenda ao seu altar.
Pode parecer loucura, mas cada religião tem seu tipo de devaneio, que carrega uma época de poucos conhecimentos e dúvidas, onde muita coisa que era desconhecida na época, eram atribuídas aos Deuses.
A “verdade”, é atrelada ao lugar e tempo em que você nasceu, sendo diferente no Brasil, na Índia, no Japão, em Israel e se moldando de acordo com os anos.
Dinvidades como Buda, Mithra, Horus, Jesus, Moises, Maomé, Krishna, Mitologia Grega, etc… Todas as histórias e lendas trazem uma enorme porcentagem da “viagem” do ser humano em busca do desconhecido, da esperança de vida eterna ou de uma vida abençoada na terra.
Com o tempo, tecnologia e o entendimento do que nos rodeia, estes mitos, dogmas e divindades, vão impreterivelmente se perdendo, é a evolução.
Enfim, viajar e conhecer culturas diferentes, abre a sua mente para o que você tem como realidade, suas afirmações, credos, tabus, ídolos e códigos morais, leva você a raciocinar e não brigar pela sua crença como sendo a única verdadeira, pois na realidade não é.
Uma caminhada pelas ruas de Koyasan, nos leva a antigos Templos, que foram preservados das guerras pelo difícil acesso.
Arigato!