Antigamente, desde Winston Churchill até Napoleão Bonaparte, todos tinham algo a falar sobre o Champagne, que começou sendo degustado como um shot de tequila, onde após a “golada”, o pequeno copo era virado sobre um prato escorrendo os sedimentos para uma próxima rodada. Note que antigamente os espumantes vinham com os sedimentos da fermentação na garrafa, até a famosa Madame Clicquot, idealizar o dégorgement.
Mais sobre Champagne aqui: https://www.locoporvino.com/blog/um-pouco-de-tudo-sobre-champagne
Existe um quadro de Louis XY, Rei da França, com uma memorável taça de champanhe, basicamente um bowl redondo com uma haste, chamado de Champagne Coupe. Mas de onde veio este formato?
- Imagem Jean-François de troy (1679-1752), Lê Déjeuner d’Huîtres, 1734.
A famosa taça de champagne tem uma origem histórica na anatomia humana. Conta a lenda que Louis XVI, neto de Madame Pompadour (amante de Louis XV), deu de presente para sua esposa, Maria Antonieta, uma taça em formato de seio, de estilo grego, que começou a ser moldada nos seios da mítica Helena de Tróia.
Desde então a taça neste formato leva o nome de Maria Antonieta, que fascinada pelo Champagne, teria solicitado que este líquido, servido no palácio real, fosse brindado em taças moldadas em seu seio.
Lenda ou não, a moda pegou e até Kate Moss já teve seu seio esquerdo utilizado como modelo de taça, para celebrar seus 25 anos na moda.
Fomos até a fábrica da Strauss em SC e acompanhamos de perto a fabricação da taça oficial do espumante brasileiro, uma Flute escolhida por mais de 750 profissionais.
A vantagem de uma taça bojuda é que você tem mais superfície para apreciar os aromas da bebida.
Testamos uma taça feita a mão que fica entre a Flute e a Tulipa, chamada de Gota. Ela resolve um antigo problema da Flute, principalmente algo que incomodava os homens, o famoso: “o nariz não entra na taça”. Pois é, com a gota a experiência é mais confortável para quem se sente com este problema.
Algumas perdem temperatura mais rápido, outras não produzem perlage, algumas dispersam os aromas, enquanto outras concentram tudo diretamente no nariz. A velocidade com que os aromas cheguem ao nariz ou passem pela boca, estão diretamente ligados aos modelos das taças.
Claro que para uma experiência completa, estamos falando de espumantes feitos pelo método tradicional, como os brasileiros do D.O. De Pinto Bandeira. Pois em nada adianta taças fantásticas para produtos que não correspondem.